O café que não muda de dono entre a terra e a sua xícara.

Cultivado, colhido e torrado no mesmo lugar. Do solo à embalagem, nenhuma etapa que não preserve o que já está no grão.

Ver os cafés
Torra na origem·Embalado em até 48h após a torra·Mantiqueira de Minas — Denominação de Origem·Agricultura regenerativa·Colheita manual, cereja por cereja·Método documentado

Você já pagou caro esperando diferença. E ficou com dúvida de quem errou.

 

NÃO FOI VOCÊ.

 

A maioria do mercado de café especial avançou muito no campo, mas manteve um modelo que não preserva o que foi conquistado lá.

Rastreou a fazenda. Celebrou o produtor. Mas separou quem planta de quem torra. Transportou café verde por meses até galpões urbanos, onde oxidação acontece e frescor se perde.

Você paga por diferença real. Recebe café que perdeu o que tinha no caminho.

O problema não é o seu paladar. É o modelo.

O que acontece quando você fecha o ciclo na origem

Quatro etapas. Todos no mesmo lugar. Quem produz é quem torra.

Solo Vivo

Agricultura regenerativa na Mantiqueira de Minas. Joaninhas, abelhas e bananeiras no lugar de agrotóxicos. Planta sem estresse direciona energia para o fruto, não para defesa. O ecossistema produz o que nenhum sistema acelerado consegue replicar.
Solo Vivo

Colheita seletiva

Cereja por cereja, apenas as maduras. A janela ideal de colheita dura dias. O que não está pronto, espera. O defeituoso sai antes de contaminar o lote. Limpeza de xícara começa aqui.
Colheita seletiva

Torra na origem

Na mesma serra da lavoura, por quem acompanhou a florada, mediu a chuva e conheceu cada talhão desta safra. O critério é nosso. O método é documentado para durar além de uma pessoa. Quem torra sabe o que o grão viveu. Essa informação não se transporta.
Torra na origem

Frescor garantido

Embalado em até 48h após a torra. Compostos aromáticos preservados — não degradados em meses de depósito. A data de torra está na embalagem. Você sabe exatamente o que está abrindo.
Frescor garantido

SOURCING

ROASTING

BREWING

A gente escolhe, torra e prepara. As três coisas, na mesma casa.

OS CAFÉS

Torrados na origem. Disponíveis enquanto o lote durar.
Acaiá Vermelho
Acaiá Vermelho
Acaiá Vermelho
Preço:A partir de R$ 79,00
Ver detalhes →
CICLO FECHADO
Catuaí Amarelo
Catuaí Amarelo
Catuaí Amarelo
Preço:A partir de R$ 79,00
Ver detalhes →
CICLO FECHADO
Bourbon Amarelo
Bourbon Amarelo
Preço:A partir de R$ 79,00
Ver detalhes →
CICLO FECHADO
CLUBE JAGUATIRICA

Pare de decidir todo mês.

Assine e receba café torrado especialmente para o seu envio,  não para o estoque. Fresco, documentado e no ponto mais alto do sabor.
Pare de decidir todo mês.

Você decide quatro coisas. O resto é com a gente.

Depois do primeiro envio, você não precisa fazer mais nada. O ciclo roda sozinho e você tem total controle quando quiser ajustar.

Escolha a variedade

Catuaí Amarelo, Bourbon Amarelo ou Acaiá.

Defina o volume

250g, 500g ou 1kg.

Escolha o plano

Mensal, semestral ou anual.

Receba em casa

O café chega no auge do frescor.

FRESCOR GARANTIDO TODOS OS DIAS

 

✓ Torra feita para o seu envio, não antes

✓ Embalado em até 48h

✓ Prioridade em lotes de safra limitada

✓ Pausar, ajustar ou cancelar: sem fricção, direto no painel

 
O método é documentado. A consistência não depende de uma safra específica ou de uma pessoa. Depende do sistema.
 

Reconhecimento de quem avalia café a sério.

Documentação e Método

Leituras sobre parâmetros de extração, agricultura regenerativa e a rotina técnica na Mantiqueira de Minas.

Conceição das Pedras

Conceição das Pedras

Chegamos debaixo de chuva. José Eliseu nos esperava no terreiro, abriu o portão, mas o border collie Max chegou primeiro. Decidimos ficar.                     A casa fica no meio dos cafezais, em Bairro do Turvo, no sul de Minas. Do outro lado da estrada vivem os pais do Eliseu, cafeicultores naquele vale há gerações. É uma vida silenciosa e cheia de histórias, de piadas que se repetem porque ainda fazem rir, de gente que entra sem bater.                     Passamos o dia caminhando pelos talhões. Ele me mostrou, um a um, os modos como cuida da terra: as plantas que atraem os insetos que comem as pragas do café, a cobertura viva que segura a umidade, os adubos minerais orgânicos no lugar dos químicos. A vontade dele de compartilhar o que sabe ficou comigo. As expressões eram tão vivas que não consegui capturar um instante parado.                               À noite, fomos até a cidade buscar carne e cerveja. O Eliseu acendeu a brasa e fizemos um churrasco mineiro. Conversamos sobre tudo e sobre nada, sobre o tempo, o preço do café, o dia a dia da casa. A Li, esposa dele, ia e voltava com os três filhos, uma família inteira que vive do trabalho entre o Eliseu e a sua terra.                     Muito antes da agricultura regenerativa chegar ao vale como linguagem, o Eliseu já cultivava assim. Trabalhando sozinho, na mão, quase sem insumo químico, não por posição, mas por costume. Pelos cursos do SENAR, a prática foi ganhando nome. O instinto encontrou vocabulário.                     Ele tem o selo Regenagri pela cooperativa, mas o selo é quase secundário. Para o Eliseu, a agricultura regenerativa é menos uma posição de mercado e mais uma posição pessoal. Cuidar das plantas, ele diz, é também cuidar de si.                               Dos vinte e sete produtores do vale, é o único que trabalha desse jeito. A barreira, ele acredita, não é ideológica. É a comodidade. O sistema convencional permite uma aplicação e um passo para trás. O regenerativo pede retorno, e retorno de novo.                               As chuvas vêm menos previsíveis. As secas, mais duras a cada ano. Onde antes sete sacas de cereja davam uma de café verde, agora são dez. Ele acredita que o manejo regenerativo ajuda, que o solo segura água por mais tempo, que a planta aguenta o estresse com mais firmeza. Já não há certeza nesse trabalho. Há o que a terra está disposta a dar, e o que ele está disposto a oferecer em troca.                             Separa as colheitas em vez de misturá-las, em microlotes que refletem a variedade e o talhão de origem. Vende direto, sem corretor, sem atravessador, pelo boca a boca e por contatos próprios. Torrefadores grandes já procuraram, oferecendo preços que ele considera injustos pelo trabalho. Aprendeu a esperar pelos certos.                     Dois acres novos, plantados há pouco. Mil e quinhentas mudas de Geisha sob manejo regenerativo. Paraíso e Graúna estão por vir, planejados junto com a gente da Jaguatirica. Para o Eliseu, regeneração não é tendência, e não é selo. É um jeito de cultivar que mantém a terra produtiva, as plantas saudáveis, e o trabalho cheio de sentido.                     Saímos cedo, no dia seguinte. O café da manhã na cozinha, a despedida demorada que os mineiros fazem, dois, três tchau antes de o carro andar. Levamos com a gente as fotos, as anotações, e a sensação que sempre fica depois de uma noite naquela casa: a de ter sido recebido por gente que ainda acredita no que faz.          

Leia mais

O que costumam perguntar.

Café especial é todo café que atinge pontuação igual ou superior a 80 pontos na escala da SCA (Specialty Coffee Association), em uma escala que vai de 0 a 100. A avaliação considera atributos como aroma, sabor, acidez, corpo, doçura, finalização e equilíbrio, além da ausência de defeitos no grão.

Mais do que a pontuação, o que define um café especial é a rastreabilidade completa: você sabe de onde ele vem, quem produziu, qual a variedade, em que altitude foi cultivado e como foi processado. Os cafés da Jaguatirica são todos especiais, com pontuação SCA entre 85 e 87 pontos, cultivados na Mantiqueira de Minas, uma das duas Denominações de Origem para café no Brasil.

São três categorias distintas com sistemas de classificação diferentes. O café tradicional é o mais comum nas prateleiras de supermercado, frequentemente com mistura de arábica e robusta e torra escura para mascarar defeitos. O café gourmet é classificado pela ABIC com nota a partir de 7,3, usa apenas grãos arábica sem defeitos. Já o café especial segue a classificação internacional da SCA, com pontuação a partir de 80, e exige rastreabilidade completa da origem.

Na prática, café especial entrega complexidade sensorial e consistência que as outras categorias não conseguem. É um café sem defeitos e com identidade. Você sabe de qual fazenda veio, em que altitude cresceu e quando foi torrado.

O café da Mantiqueira de Minas é uma das duas Denominações de Origem para café no Brasil, reconhecida pelo INPI desde 2020 (registro IG200704). A região tem altitude entre 812m e 2.252m e temperatura média anual de 17,9°C, condições que desaceleram o amadurecimento do fruto e concentram açúcares no grão.

O resultado é um café com doçura elevada, acidez brilhante e equilibrada, e perfis sensoriais que vão de frutas amarelas e mel a chocolate e caramelo. Os cafés da serra da Mantiqueira ganham consistentemente concursos nacionais e internacionais. A Jaguatirica produz na região e torra muito próxima da lavoura, preservando o que a altitude e o terroir entregaram.

Torra na origem é o processo em que o café é torrado no mesmo lugar onde é cultivado, sem passar por intermediários ou transporte de longa distância. No modelo convencional, o produtor vende o grão verde para uma torrefação urbana e o café pode levar meses até chegar a quem vai torrá-lo, e quem torra raramente conhece a lavoura.

No ciclo fechado da Jaguatirica, o grão sai da lavoura para a câmara de secagem, passa pelo beneficiamento e entra no torrador em horas, não em meses. Quem comanda a torra acompanhou a florada e conhece cada talhão. Os compostos aromáticos do grão são preservados, não degradados em depósito. O resultado chega em xícara como complexidade real, não como descrição em rótulo.

A forma mais segura de identificar café fresco é checar a data de torra impressa na embalagem. O café especial deve ser consumido idealmente entre 8 e 30 dias após a torra. Esse é o período em que os compostos aromáticos estão no auge.

Antes desse intervalo, o café ainda está em desgaseificação. Depois de 30 dias, começa a perder complexidade gradualmente. Se a embalagem traz apenas data de validade (geralmente 12 meses) e não de torra, isso é sinal de que o produto pode ter ficado em estoque por meses antes de chegar a você. Os cafés Jaguatirica são embalados em até 48 horas após a torra, com a data sempre visível.

Agricultura regenerativa é um modelo de cultivo que repõe nutrientes ao solo, preserva biodiversidade e elimina o uso de agrotóxicos. No café especial, isso se traduz em controle biológico de pragas (joaninhas, pássaros), consórcio com outras espécies (bananeiras, leguminosas) e manejo que mantém o solo vivo.

A relação com o sabor é direta: planta saudável direciona energia para o fruto, não para se defender de estresse químico. Café cultivado em sistema regenerativo desenvolve acidez mais limpa, doçura natural mais alta e perfil sensorial mais complexo. Na lavoura da Jaguatirica, na Mantiqueira de Minas, o ecossistema regenerado é o mecanismo que sustenta o que aparece na xícara, não um discurso de embalagem.